“Juventude: oxigênio novo
nos pulmões cansados do mundo que agoniza...”
Vemos
na atualidade a exposição de quadros dolorosos e preocupantes...
Jovens
crianças recém saídas da infância
conduzindo outras crianças nos braços.
Jovens
violentos dando vazão aos instintos mais
primitivos, agindo como se ainda não houvessem chegado ao reino hominal.
Jovens
imaturos que têm feito do corpo físico um
objeto de fruição do prazer irresponsável.
Jovens
vazios, fazendo e ouvindo músicas, que
mais parecem ruídos primitivos, cujas letras são verdadeiras manifestações de
entidades grotescas.
Jovens
conflitados, que buscam calar a voz da
consciência, com narcóticos (lícitos ou ilícitos) que anestesiam a dor interna
momentaneamente, mas, uma vez passado o efeito, a mesma se faz ainda mais
lancinante.
Mas,
ao lado desse panorama, outro se desenha quase imperceptível aos olhos
distraídos com as ilusões do mundo...
Jovens
idealistas que não medem esforços nem
economizam devotamento e abnegação às Causas Nobres da humanidade.
Jovens
cientistas que renunciam a boa parte dos
prazeres que a juventude poderia lhes oferecer para usufruir a alegria
indescritível e indestrutível, que é a alegria de ser útil.
Jovens
professores, que no anonimato vêm
empregando seus dons para soerguer outros espíritos jovens das sombras da
ignorância.
Jovens
piedosos que têm empreendido esforços
inimagináveis para movimentar recursos em favor de Instituições de caridade,
diminuindo a fome do mundo.
Jovens
doadores, que não esperam a morte do corpo
biológico para doarem o que não mais lhes serve, mas, com regularidade e
disciplina, sensibilizados com a dor do próximo, doam sangue, plaquetas, e tudo
mais que lhes for permitido, em um ato de gratidão ao Pai pelo corpo sadio que
lhes permite espalhar saúde e bem estar a todos aqueles que estão em processos
provacionais dolorosos.
Jovens
médiuns, apesar da idade, estão a
demonstrar que o equilíbrio é conquista do espírito imortal que transcende à
idade do corpo biológico e que, através da porta estreita da mediunidade vêm
amparando, socorrendo, orientado e advertindo espíritos dementados, perdidos e
endurecidos no mal que se fazem vítimas conscientes ou inconscientes.
Jovens
estetas que, cantando, interpretando,
dançando, pintando, compondo, escrevendo, regendo, declamando... vêm exaltando
o belo, o colorido, o harmônico, o sublime... conclamando a todos para afinarem
os instrumentos pelo diapasão do Sublime Galileu e, em uníssono, entoarem o
mais belo cântico que as Esferas Superiores da vida aguardam que cantemos, que
é o de nos fazermos servos fiéis de Deus.
Entendemos
que o primeiro grupo de jovens tem ganhado destaque, ouvidos atentos que os
ouçam, aplausos e até mesmo incentivo para continuarem a fazer o que tem feito,
em uma demonstração clara do quanto ainda precisaremos trabalhar para mudar o
panorama social em que nos encontramos.
O
mal toca trombeta, faz barulho, grita... o bem continua falando baixinho,
dentro de uma timidez que poderíamos chamar de omissão e, em alguns casos, de
covardia.
Uma
vez que essas mudanças para serem legítimas, conforme aprendemos com a nobre
Doutrina Espírita, precisarão ter raiz e solidez dentro de cada um de nós,
faz-se urgente a necessidade de incentivarmos o bem, falarmos do bem,
divulgarmos o bem, apoiarmos o bem e sobretudo vivermos no bem...
Juventude
não é sinônimo de irresponsabilidade, desequilíbrio, vazio, conflitos... ao
contrário, a juventude, quando bem orientada, é oxigênio novo nos pulmões
cansados do mundo que agoniza e, quando vitalizada por Jesus, torna-se sadia, equilibrada,
vigorosa, responsável, enfim, torna-se a carta viva que irá levar ao
mundo a mensagem fulgurante do verdadeiro Amor.
Gostei muito da mensagem!
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