sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Futuro



“Juventude: oxigênio novo nos pulmões cansados do mundo que agoniza...”

Vemos na atualidade a exposição de quadros dolorosos e preocupantes...
Jovens crianças recém saídas da infância conduzindo outras crianças nos braços.
Jovens violentos dando vazão aos instintos mais primitivos, agindo como se ainda não houvessem chegado ao reino hominal.
Jovens imaturos que têm feito do corpo físico um objeto de fruição do prazer irresponsável.
Jovens vazios, fazendo e ouvindo músicas, que mais parecem ruídos primitivos, cujas letras são verdadeiras manifestações de entidades grotescas.
Jovens conflitados, que buscam calar a voz da consciência, com narcóticos (lícitos ou ilícitos) que anestesiam a dor interna momentaneamente, mas, uma vez passado o efeito, a mesma se faz ainda mais lancinante.
Mas, ao lado desse panorama, outro se desenha quase imperceptível aos olhos distraídos com as ilusões do mundo...
Jovens idealistas que não medem esforços nem economizam devotamento e abnegação às Causas Nobres da humanidade.
Jovens cientistas que renunciam a boa parte dos prazeres que a juventude poderia lhes oferecer para usufruir a alegria indescritível e indestrutível, que é a alegria de ser útil.
Jovens professores, que no anonimato vêm empregando seus dons para soerguer outros espíritos jovens das sombras da ignorância.
Jovens piedosos que têm empreendido esforços inimagináveis para movimentar recursos em favor de Instituições de caridade, diminuindo a fome do mundo.
Jovens doadores, que não esperam a morte do corpo biológico para doarem o que não mais lhes serve, mas, com regularidade e disciplina, sensibilizados com a dor do próximo, doam sangue, plaquetas, e tudo mais que lhes for permitido, em um ato de gratidão ao Pai pelo corpo sadio que lhes permite espalhar saúde e bem estar a todos aqueles que estão em processos provacionais dolorosos.
Jovens médiuns, apesar da idade, estão a demonstrar que o equilíbrio é conquista do espírito imortal que transcende à idade do corpo biológico e que, através da porta estreita da mediunidade vêm amparando, socorrendo, orientado e advertindo espíritos dementados, perdidos e endurecidos no mal que se fazem vítimas conscientes ou inconscientes.
Jovens estetas que, cantando, interpretando, dançando, pintando, compondo, escrevendo, regendo, declamando... vêm exaltando o belo, o colorido, o harmônico, o sublime... conclamando a todos para afinarem os instrumentos pelo diapasão do Sublime Galileu e, em uníssono, entoarem o mais belo cântico que as Esferas Superiores da vida aguardam que cantemos, que é o de nos fazermos servos fiéis de Deus.
Entendemos que o primeiro grupo de jovens tem ganhado destaque, ouvidos atentos que os ouçam, aplausos e até mesmo incentivo para continuarem a fazer o que tem feito, em uma demonstração clara do quanto ainda precisaremos trabalhar para mudar o panorama social em que nos encontramos.
O mal toca trombeta, faz barulho, grita... o bem continua falando baixinho, dentro de uma timidez que poderíamos chamar de omissão e, em alguns casos, de covardia.
Uma vez que essas mudanças para serem legítimas, conforme aprendemos com a nobre Doutrina Espírita, precisarão ter raiz e solidez dentro de cada um de nós, faz-se urgente a necessidade de incentivarmos o bem, falarmos do bem, divulgarmos o bem, apoiarmos o bem e sobretudo vivermos no bem...
Juventude não é sinônimo de irresponsabilidade, desequilíbrio, vazio, conflitos... ao contrário, a juventude, quando bem orientada, é oxigênio novo nos pulmões cansados do mundo que agoniza e, quando vitalizada por Jesus, torna-se sadia, equilibrada, vigorosa, responsável, enfim, torna-se a carta viva que irá levar ao mundo a mensagem fulgurante do verdadeiro Amor.

Um comentário:

Que nossas mensagens seja para o seu coração o remédio oportuno nas suas horas difíceis. Muita Paz!