domingo, 26 de fevereiro de 2017
Filhas e filhos da alma!
Abençoe-nos o Senhor com a sua paz.
Estes são dias de turbulência.
A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o
coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento
grave na historiografia do processo evolutivo, quando se
operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na
Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus.
Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na
sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele
nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se
opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de
Jesus, nosso modelo e guia, as sombras densas vão sendo
desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o
clímax em período não muito distante.
Quando Jesus veio ter conosco, a humanidade experimentava a
grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões
totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes
arbitrários. O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no
planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do
poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações
de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o
ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e,
confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades
libertadoras do Evangelho.
Com a conquista do conhecimento científico e o vazio
existencial, surgem as distrações de vário porte para poder
diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa
manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento
geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante,
considerando serem servidores da última hora, permitem-se os
desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.
Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!
É um momento de siso, de decisões,
para a paz no período do porvir.
Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou
também inúmeras dificuldades. A palavra revolucionária do
apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda
vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do
grande encontro, que seria o primeiro debate entre os
trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo
mundo conhecido de então.
No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo
do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da
voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações
e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou
um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.
Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é
natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando
a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de
discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre.
Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não
dividir, para não gerar fossos
aparentemente intransponíveis.
profundos ou abismos.
Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos,
desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas
anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.
O amor é o instrumento hábil para todas as decisões.
Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do
ideal da Era Nova.
Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as
nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante
a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque
vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando
desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas
perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o
comando do Senhor.
Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre
tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.
Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos
exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em
perfeita identificação com os benfeitores da humanidade,
especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando
o Mestre inolvidável.
Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de
imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e
que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o
melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso
devotamento em favor da caridade, da nossa
entrega em novo holocausto.
Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos
derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas
fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto
ainda se faz necessário.
Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste
sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra,
decodificado pelos Imortais.
Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem
qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser
consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos
trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e
que foi Jesus quem o denominou Consolador.
Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por
alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo,
a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à
expectativa do Senhor da Vinha, substituindo-os por outros
melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os
grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.
Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é
penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e
que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para
apressar a chegada da Era Nova.
Abençoados servidores! Abençoadas servidoras da Causa! Amai!
Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de
santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro
do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a
etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes
lutado no bom combate.
Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também
passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.
Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do
otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo
nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não
divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória
não seja postergada.
E ide de volta, seareiros da luz! O mundo necessita de Jesus,
hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque
estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para
mantermos sintonia plena com aquele que é o nosso guia de
todos os dias e de todas as horas.
Muita paz, filhas e filhos do coração!
São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos
obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui
conosco nesta hora.
Muita paz!...Bezerra
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira
Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho
Federativo Nacional, em Brasília, DF, na manhã de domingo, em
9 de novembro de 2014.) Revisão do Autor Espiritual.
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