segunda-feira, 30 de maio de 2016
O Não julgueis...
Não julgueis.
Acaba de vir às nossas mãos um bem lançado artigo a propósito da sentença que ora nos serve de epígrafe. Alega-se no aludido artigo que os espíritas, quando no conselho de sentença, costumam absolver sistematicamente os réus. Ignoramos se realmente tem sido essa a norma de conduta dos espíritas no Júri. Quanto a nós, declaramos que, todas as vezes que servimos como juiz de fato, absolvemos, e disso não estamos arrependidos, por isso que entendemos, em consciência, que tais réus deviam ser absolvidos. No entanto, não pretendemos firmar a doutrina da absolvição incondicional. Casos há em que, para evitar mal maior, seria lícito votar de modo a conservar o acusado recluso, dadas as suas condições de perigo para a segurança social. Assim procedendo, não estaremos julgando, mas acautelando a coletividade da qual somos parte integrante. Demais, que são os criminosos de toda a espécie senão anormais, desequilibrados, enfermos da alma, numa palavra? Faça-se, portanto, com eles o que se faz com os doentes de moléstias infectuosas: segreguemo-los da sociedade a fim de evitar as conseqüências do mal. Esta medida é razoável, é humana, não há mesmo outra a tomar, uma vez que Preste aos segregados a devida assistência reclamada pelas suas condições. Não há direitos sem deveres. Se assiste à sociedade o direito de separar os doentes dos sãos, cumpre-lhe o dever inalienável de assisti-los convenientemente. Não é o criminoso que se deve combater: é o crime em suas várias formas. A medicina não combate o enfermo, mas a enfermidade, suas causas e origens. Enquanto a questão não for encarada sob este prisma, o crime continuará a proliferar, perturbando a ordem e a paz da sociedade. Julgar? Quem somos nós para julgar nossos irmãos, se todos somos réus no tribunal de nossas consciências? Fazê-lo em nome da sociedade? Pois é a sociedade mesma, tal como está constituída, a responsável por 149 grande número de crimes que em seu seio se cometem. As piores doenças são frutos do ambiente. Quando o meio é miasmático e deletério, as enfermidades se alastram, tornando-se endêmicas. Tal é a nossa sociedade. Â recrudescência do crime é efeito da materialidade e da hipocrisia reinantes no século. Á higiene social seria o melhor antídoto contra o vício e o crime. O Código pelo qual se regem as nações, ditas civilizadas, precisa reformado: e sê-lo-á fatalmente. Inspirado no Direito Romano, o Código cogita exclusivamente da aplicação de penas, quando devera curar da higiene da alma. E' natural que se condene ao trabalho o homem afeito à ociosidade, empregando-se processos adequados ao caso, ainda que não deixemos de reconhecer que a mesma inércia e apatia sejam, a seu turno, formas de desequilíbrio psíquico. O homem normal ama o trabalho, não pode permanecer inativo. Como a ociosidade, todos os demais vícios são, no fundo, falhas de caráter, distúrbios de ordem moral. Para corrigi-los, duas medidas s impõem: educação individual e saneamento do ambiente. Cadeira elétrica, forca e guilhotina não resolvem o problema em questão, como atestam as estatísticas de criminalidade dos países onde aquelas penas vigoram. Eliminar a vida física do criminoso não lhe modifica o caráter, não lhe altera numa linha sequer o nível moral. Não é ao corpo é ao Espírito que cabe a responsabilidade pelos atos delituosos. Despertar-lhe a consciência, elevar o grau de sua sensibilidade moral, eis o único processo eficiente no tratamento de tais enfermidades. Este processo chama-se educação. A sociedade viverá sempre às voltas com os delinqüentes, enquanto não cumprir o dever que lhe assiste de educá-los. Até aqui, a sociedade, baseando-se no parecer de criminólogos materialistas, invoca apenas o direito de punir. Por isso ela também vai senão punida. Há de suportar as conseqüências do seu erro até que emende a mão. Aliás, já os prenúncios de uma reforma se vão fazendo sentir. Resta ainda considerar que a única pena, que resulta benéfica na regeneração dos criminosos, é aquela que dimana naturalmente do próprio crime. Toda penalidade imposta de fora, com caráter de vindita, é 150 contraproducente. Avilta o moral dos fracos e exacerba o ânimo dos fortes; produz, por conseguinte, hipócritas, cínicos e revoltados. Não regenera: corrompe. Só a educação, equilibrando a poderes do Espírito, produz resultado prático, eficiente e positivo. O código materialista deve ceder lugar ao código espiritualista. Este não cogitará de julgar e menos ainda de aplicar esta ou aquela pena como castigo, mas tratará da educação moral, não dessa moral caricata, para uso externo, vazada em moldes ritualísticos, mas da moral evangélica, da moral positiva que se funda nas leis naturais que regem os destinos do Espírito. O Espiritismo vem ensinar a Humanidade a reger-se, não mais pelo código romano, mas pelo código divino que reflete a indefectível justiça e soberana vontade do Céu!
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Arte e emoção!
A arte em sintonia com a doutrina espírita!
Artista
plástica:Ainda no anonimato
Título:
Coração em desalinho
Medidas:
30 x 30
Técnica:PVA
- S/Tela
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
É só querer...
É só
querer
Olho ao
meu redor, vejo quanto sou feliz,
sou do mundo sou na vida um aprendiz.
Procuro agradecer, procuro compreender
porque existe o bem e o mal, e o que fazer?
Me conforto ver o quanto em minha Vida
Faço o bem sempre tento ajudar,
prezo por minha família sempre unida
pelos que me ensinaram a Amar
Tento entender tantas queixas, lágrimas
se a Vida é tão bonita é só querer
viver com muito Amor, ter paciência e compreensão
entender que tudo está nas nossas mãos,
a saúde, a inteligência e a bondade
combustíveis que nos fazem funcionar,
como agentes de mudança e da verdade
como mensageiros do Amor e da Paz.
Obrigado por assim eu entender
que o Bem deve em mim prevalecer,
Que as pessoas como eu tem sentimentos
e que a elas devo sempre respeitar.
Minha Vida é uma dádiva Divina
que eu não sei quando vai se esgotar
e é por isso que eu vivo intensamente
e agradeço pela chance de Aqui está.
sou do mundo sou na vida um aprendiz.
Procuro agradecer, procuro compreender
porque existe o bem e o mal, e o que fazer?
Me conforto ver o quanto em minha Vida
Faço o bem sempre tento ajudar,
prezo por minha família sempre unida
pelos que me ensinaram a Amar
Tento entender tantas queixas, lágrimas
se a Vida é tão bonita é só querer
viver com muito Amor, ter paciência e compreensão
entender que tudo está nas nossas mãos,
a saúde, a inteligência e a bondade
combustíveis que nos fazem funcionar,
como agentes de mudança e da verdade
como mensageiros do Amor e da Paz.
Obrigado por assim eu entender
que o Bem deve em mim prevalecer,
Que as pessoas como eu tem sentimentos
e que a elas devo sempre respeitar.
Minha Vida é uma dádiva Divina
que eu não sei quando vai se esgotar
e é por isso que eu vivo intensamente
e agradeço pela chance de Aqui está.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
METADE
Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a PESSOA que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta em um SER inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada,
que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a ARTE nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a PESSOA que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta em um SER inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada,
que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a ARTE nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
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